Festivais musicais criam NFT para passe vitalício em eventos

Jun 29 / LUIZ FELIPE SIMÕES, ESTADÃO
Festival de música (FOTO:Envato Elements - monkeybusiness)
Bananada, Coquetel Molotov e DoSol aderiram à ideia
  • Os festivais de música Bananada, Coquetel Molotov e Dosol se juntaram para criar um NFT (token não-fungível) em conjunto que funciona como um passe vitalício em eventos
  • O projeto, que possui o nome de "ATROÁ", corruptela de "A Trois" (ou traduzindo "A Três") é uma parceria dos festivais de música independentes com a Phonogram.me, a primeira plataforma de NFTs do Brasil
  • Os CryptoPass poderão ser adquiridos por meio de leilão. Em cada lote, será possível comprar os passes que darão direito à entrada livre em todas as ações digitais e físicas dos festivais Bananada, Coquetel Molotov e DoSol

Os festivais de música Bananada, Coquetel Molotov e DoSol se juntaram para criar um NFT (token não-fungível) em conjunto que funciona como um passe vitalício em eventos. O público poderá adquirir o CryptoPass com uma obra inédita em 3D criada pelo coletivo ROSABEGE, com trilha sonora composta por Benke Ferraz, além de cartazes criados pelos artistas visuais Maria Eugênia Franco e Caio Vitoriano.

A tecnologia dos NFTs funciona como uma espécie de certificado digital de autenticidade. Com ela, imagens, GIFs, vídeos e outros tipos de formatos da criptoarte podem ter sua originalidade e exclusividade atestadas.

O projeto, que possui o nome de “ATROÁ”, corruptela de “A Trois” (ou traduzindo “A Três”) é uma parceria dos festivais de música independentes com a Phonogram.me, a primeira plataforma de NFTs do Brasil. A proposta por trás da plataforma é criar uma nova forma de monetização para o universo musical brasileiro.

A plataforma também incluirá o uso mais conhecido de NFTs no mercado musical: o registro e venda de discos, faixas e outros produtos como tokens não-fungíveis, com certificados digitais comprovando sua autenticidade em rede blockchain.

“A proposta do marketplace é valorizar os profissionais de toda a cadeia do mercado de música. Com isso, o Phonogram.me possibilita uma nova oportunidade de renda para os produtores de eventos, que vão começar a olhar para o NFT como uma ferramenta poderosa para ingressos e merchandising, já que a sua revenda gera lucro para os criadores originais, diferente do que acontecia até hoje com o ingresso sendo revendido por cambistas, por exemplo”, explica Janara Lopes da Phonogram.me.

Entendendo os passes

Os CryptoPass poderão ser adquiridos por meio de leilão. Em cada lote, será possível comprar os passes que darão direito à entrada livre em todas as ações digitais e físicas dos festivais Bananada, Coquetel Molotov e DoSol, montadas em qualquer parte do Brasil e do mundo, quando os eventos físicos forem liberados.

Os NFTs contém um link que será desbloqueado no momento da compra. Por meio dele, os compradores poderão fazer o download de arquivos exclusivos disponibilizados pelos festivais.
Até no máximo um mês antes dos eventos será possível fazer download das regras de utilização dos CryptoPasses.

No total são 100 CryptoPasses. Os lances e ofertas dos lotes começam a partir do dia 26 de junho e seguem de forma on-line até esgotarem. O comprador original poderá revender o seu NFT de forma legal, caso haja interesse.

O mercado de NFTs tem ganhado notoriedade, não só lá fora como também no Brasil. Por aqui, tivemos desde Felipe Neto lançando sua própria plataforma de compra e venda de criptoarte, a 9Block, como também a atriz Vera Fischer, que colocou em leilão uma foto rara de 1976.
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